Era manhã de abril, com céu limpo, e não fazia frio. Estávamos na varanda, papai no computador e eu tomando chimarrão. O sol despontava timidamente, roçando a folhagem da pequena mata de eucalipto, com a promessa de um dia quente. Papai fechou o notebook, coçou a cabeça e passou suavemente as mãos nos cabelos embranquecidos a fim de ajeitá-los. E, me olhando pensativo, disse: “Acho que vou dar um pulo a Guiricema.” “Opa. Vamos, sim”, eu me prontifiquei a acompanhá-lo, embora não tivesse sido convidado. Organizamos as coisas, pegamos a estradinha de terra que liga o sítio à estrada asfaltada e fomos caminhando sem pressa. Ofegante, de vez em quando papai parava e, apoiado na bengala, apontava para uns lados pra falar de um passado muito distante. Ele contava um pouco da história do sítio que pertencera ao seu pai, meu avô Sebastião. Depois tornou-se propriedade de uma tia e agora pertence a uma família de hortelãos. Papai me dizia sobre como se deu a compra daquelas terras, que ...
Uma foto,
ResponderExcluirum fato,
um feito,
um fito,
um foco,
um facho
um fulcro,
uma fonte
um Filósofo da Vida!
Não consegui postar o texto, porque meu equipamento falhou, mas acho que nem precisa mais.
ResponderExcluirSeu comentário foi suficiente.
Uma poesia.
Obrigado!
Realmente, para quem conhece o papai, como nós, seus filhos, conseguimos ler na imagem dele aí reproduzida muitas histórias e situações vividas por ele.
ResponderExcluirUm homem despojado, despreocupado com o que pensam dele, pés no chão sempre, coração no alto, plugado na história, centrado em Deus.
O Pai Criador seja louvado pelos 90 anos de vida plena do papai. As lutas foram muitas, mas as vitórias, com a graça de Deus, foram sem número.
Deixa para nós, seus filhos e netos, um legado de honestidade, de justiça, de respeito, de vida orante e eclesial, de cuidado para com os pobres, de espírito de partilha e generosidade.
Papai é um mestre.
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