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Mostrando postagens de outubro, 2017

O JULGAMENTO DIVINO

Recentemente, tive um civilizado bate-boca com um amigo em rede social. No contexto em que se deu o “entrevero”, o jovem, idealista e pertinaz, defendia a primazia da “justiça divina”, enquanto eu apelava para a “divina misericórdia”.   A ideia de um “Deus de Justiça” me vem à cabeça sempre com certo alívio. Fico imaginando aquele homem furibundo, fortão e barbudo, com a balança numa das mãos e a espada na outra. Um arcanjo, acho que os anjos têm essa função, pega a alma e a põe trêmula na balança do “Juiz”. Este entrega a espada ao auxiliar, um querubim, e dá uma ajeitada na balança. Desloca umas argolas, endireita o braço, olha a escala e faz umas contas, de cabeça mesmo, porque calculadora não lhe faz falta. Após breve análise, a alma volta encolhidinha e já com o destino selado às mãos do arcanjo, que estava ali esperando o veredito. A frase: “Afastai de mim, malditos. Ide para o fogo do inferno!” soa-me como ópera, se proferida contra ladrões, homicidas e os demais malvados de nos...

TRAVOU!

Estava com um texto pela metade e sem meios de continuar. Minha mente travou e a preguiçosa imaginação parecia ter entrado em estado de dormência. Quando decidi continuar e voltei ao computador, quem resolveu travar foi o dito cujo. O notebook implorava por atualizações há tempos, mas eu sempre adiava. Quando cedi aos seus reclamos, talvez por pirraça, o danado engasgou de vez com a mensagem:  ” Instalando atualização 7 de 13 ”. Dali ele não saiu mais e continua abobalhado desde a tarde de ontem. Fazer o quê?...   Agora, com o computador da ‘patroa’, que não domino a contento, tento rabiscar alguma coisa, mas está difícil. Talvez a culpa seja do calor, da insistente seca que nos aflige e não minha. Porque sempre é bom encontrar algo ou alguém a quem culpar pelos nossos insucessos e frustrações. E como isso conforta!... Ah, mas tem a estiagem... Como é triste a estiagem! Com o estio, tudo fica mais complicado se ele vem acompanhado de calor e ‘ar seco’... Mas nós merecemos sofrer essas ...