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Mostrando postagens de maio, 2016

CARTA AO POETA

Texto encaminhado ao jornal "A Tribuna" de Amparo, em réplica a um artigo.   Caro Marcelo Henrique. Ainda que um poeta não precise de conselhos, atrevo-me a lhe dizer que um ‘imortal’ da poesia e da prosa deveria se preservar da cólera verborrágica que nos acomete, os reles mortais.   Em seu texto intitulado “Em busca do equilíbrio” e publicado na última edição deste semanário, você diz, entre outras coisas, que “o PT é um cadáver insepulto, fede muito e verte chorume”, que “as centrais sindicais e o MST são, em sua quase totalidade, uma horda de baderneiros” e que “a UNE continua sendo um nicho de comunistas”! Bom, para quem prega o “equilíbrio”, conforme sugere o título do artigo, seu autor parece estar um pouco desequilibrado. Não se deve lançar à geena inocentes almas misturadas aos desalmados, que se encontram também em outras plagas.   Quanto ao alvo de sua verrina, o PT, posso afirmar que não se trata apenas de uma estrela ou uma sigla, mas um partido político com ins...

MALEDICÊNCIAS

“... e não serei maledicente.  Só por hoje!”   Há tempos, colei essa frase na porta do armário na escola onde trabalho. A intenção era guardar-me desse malfeito que assola a humanidade desde seus primórdios. Mas parece que aquele papel descorou não pelo tempo, mas pela vergonha de mim. Continuo dando conta da vida alheia, e deixando a minha vida tão necessitada de cuidados.   Não me consta que Moisés tenha recebido, na “Tábua das Leis”, um mandamento que proibisse sua tribo de maldizer o próximo. Mas Cristo disse nos evangelhos: “Raça de víboras, como podes dizer boas coisas sendo mau? No dia do Juízo, pelas tuas palavras serás justificado ou condenado!” Ah, o Mestre sabia o que estava falando, porque aquele povo do templo devia ter uma língua devastadora!   O vício da maledicência é de difícil tratamento. Não passa um só dia, faça chuva, sol, calor ou frio, sem que este impenitente “escriba” cometa a impudicícia de caluniar alguém. E olha que eu me esforço... Desde a minha infância, j...