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Mostrando postagens de setembro, 2015

MINHAS MANHÃS

O dia nasce prazenteiro. No pé de acerola, a passarada festeja numa babel em que todos, como os mineirinhos, falam ao mesmo tempo e assim se entendem. Eu, que entendo os mineiros, não compreendo nada do que dizem os passarinhos. São os mais variados bicos, idiomas e plumagens. Há também um casal de pombinhas silvestres querendo nidificar nessa árvore. Estes não têm capricho e seu ninho não passa de um amontoado de gravetos. Mas como são belas as juritis! Bebo cada gota desta manhã, que mal começa e já envelhece. Uma brisa sopra levemente, levando com ela minha manhã e a minha inspiração. Ainda há pouco era noite escura.   ***   Passaram alguns dias desde o início desta crônica. As pombinhas já fizeram o ninho e uma delas está sempre em repouso. Neste momento vejo o casal: ele cofia as penas, enquanto a companheira continua aninhada e vigilante. Um pássaro de outra espécie vem xeretar, mas não há conflito entre eles. De tão amistosos, parecem velhos compadres. Os nubentes talvez não dee...

O ESCOLHIDO

Publicado originalmente no "blogdofilipemoura" em 21/09/2012   A tarde começava seca, poeirenta e, mesmo sendo inverno, fazia calor. De súbito, um charreteiro puxando pelo cabresto seu cavalo, que por sua vez puxava uma charrete abarrotada de tralhas, chegava. Trazia consigo umas sacolas com algo semelhante a macarrão, pães e outras miudezas. Algumas dessas sacolas estavam penduradas nas ferragens; outras, porém, jaziam sobre a “mercadoria” que inspirou este texto.    O homem, dono da charrete, do cavalo, das tralhas e de tudo o que transportava, é um senhor já com o bico da botina na terceira idade, mas com fumos de juventude. Quem o conhece, sabe de suas vaidades e preferências juvenis. Mas, é outro o objetivo deste escrito. Pouparei o leitor dessas descrições e me abstenho de falar da vida alheia.   “Toma, menino... Carne! Não quer levar pra você?” Mal acabou de dizer tais palavras, foi arrancando de dentro de sua charrete uns ossos ensanguentados e os atirou a uma matilha...

PAINEL DA FOLHA

PAINEL DO LEITOR DA FOLHA DE S. PAULO  (texto integral)   26/08  Em relação à carta do leitor Alessandro Alves de Souza (Painel do Leitor, 25/8), a Secretaria da Educação do Estado esclarece que valorizar a educação é prioridade. Hoje, 98,7% dos alunos com sete anos já sabem ler e escrever, um ano a menos do que a meta nacional. Índices como o Idesp mostram avanços em todos os ciclos de ensino. Nos Anos Iniciais, o crescimento é de 20,2% na comparação entre 2010 e 2014. A política de valorização ainda garante aos docentes oportunidade de evolução funcional como a valorização pelo mérito, que permite reajustes anuais de 10,5% e pagamento de bônus por desempenho. Valéria Nani , assessora de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)   28/08 Não é verdadeira a informação dada por Valéria Nani , da Secretaria de Educação de São Paulo, de que os professores paulistas têm "reajuste anual, por mérito, de 10,5%". A prova, que dá acesso a tal promoçã...