TITIA GENI
A comida deve estar boa, né tia?... Também... Eu que fiz! Essa foi a primeira vez que me arrisquei numa bacalhoada e sem seguir receita alguma, apenas confiando no meu tirocínio. E deu certo! Tanto é que a tia comeu, gostou e, meio às escondidas, premiou um de seus muitos gatinhos com um petisco. Era manhã de Domingo de Ramos. A tia Geni estava com vontade de comer o bacalhau que comprara, na expectativa de que eu fizesse. Tremi de preocupação. Costumo cozinhar, mas nunca fiz nada além do básico. Olhei aquele peixe, que me pareceu agradável, dei uma escapada até a mercearia, comprei uns pimentões, batatas, tomates e alho. Chegando, comecei a fervura do bacalhau para o dessalgue enquanto os demais ingredientes eram preparados à parte. Enquanto uma panela de pressão chiava a fogo brando com o feijão, noutras panelas eu fritava alho e demais temperos para o que viria ser o nosso almoço. “O arroz tem de ser feito com água fervente!”, recomendava a exigente dona da casa. Após duas fervura...