O CIGARRO DE PALHA EM TEMPOS DE INOCÊNCIA
Publicado originalmente em 28/10/2011 - no blogdofilipemoura.com Nunca pude me imaginar fazendo uma defesa do cigarro. Mas, se faço uma espécie de encômio àquele que é um dos flagelos da humanidade - principalmente no último século -, alguma razão penso ter. Lembro-me de quando vivi a minha mais longínqua infância na Zona da Mata Mineira e ia visitar o Tatão Tibúrcio, que morava com sua irmã Angelina e sua mãe dona Sarminda, que logo veio a falecer. Ia visitá-los não por bondade com os velhinhos, mas para alguma vantagem pessoal. Lá, nunca faltava um cafezinho. Embora muito amargo para o meu desde sempre “sacaroso” paladar, dona Angelina oferecia, junto ao pretinho, um pedaço de broa. Que delícia que era aquilo! Nunca mais comi broa de fubá como aquela que dona Angelina me dava, e que eu devorava de olhos arregalados na expectativa de que, assim meio esganado, ganhasse outro, mais outro e mais outro. E o cigarro? Estava me esquecendo desse diabinho. O outro assunto é melhor, mas de...