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Mostrando postagens de julho, 2026

O ADEUS DE TIZIU

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  A cova foi rasa, mas o amigo não reclamou. O solo duro não permitiu que eu cavasse mais. A palma da minha mão ficou dolorida e nela se formou uma bolha. Tive de parar. Mas, para a carne pouca do pequeno defunto, essa modesta sepultura pôde ser considerada um regalo – o último, claro. Terminado o serviço, fui à garagem e pequei no bagageiro do carro o corpinho. Com ele nos braços e tomado de tristeza, subi a escada bem devagar. O corpo do cãozinho ainda estava morno e mole. Tão mole que parecia prestes a escorrer das minhas mãos. Temi que caísse de meus braços quando tive de abrir o portãozinho que dá acesso ao quintal. Precisava liberar umas das mãos e, segurando-o firme com a mão direita, com a esquerda consegui abrir. A alguns passos dali, a Maneka tomava sol. Assim que me viu, ela se aproximou curiosa, cheirou o ‘morto’ e se afastou pesarosa; o Pitoko, ao me ver, deu uns dois passos para o meu lado, desistiu, correndo assustado.   Continuei minha caminhada com o c...