AS IMPRESSÕES DO GODOY
“Nas minhas andanças pelo interior de São Paulo, correndo atrás de contratos para poder lecionar, acabei indo para a cidade de Amparo. Na escola em que fui trabalhar, conheci muitas pessoas que, em sua maioria, trataram bem 'o rapaz de Minas'. Pois bem, vou falar um pouco sobre um professor de Matemática – homem sábio, que usava roupas simples e já meio “surradas”, um chapéu na cabeça e o jornal enrolado nas mãos – e era justamente o jornal que lia nas horas vagas a grande fonte de inspiração para as sábias reflexões proferidas durante os diálogos nos intervalos. Para trabalhar, eu me deslocava diariamente, de segunda a sexta, entre as cidades de Monte Sião (MG) e Amparo (SP), fato que chamou a atenção do professor. Dessa forma, especialmente às sextas-feiras, íamos nós caminhando após a exaustiva e turbulenta semana de trabalho (situação bem conhecida de quem atualmente está em sala de aula no Brasil), rumo aos nossos respectivos destinos: eu à rodoviária e o p...