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DA UTILIDADE DE UM VARAL

Publicado no blogdofilipemoura em 02/11/2012   “Homens, amem suas mulheres, mas não se esqueçam: façam para elas um bom varal. Aliás, um não, mas quantos varais elas pedirem. E os façam bem resistentes, de modo que suportem uma boa carga de roupa molhada. Ainda: não usem, jamais, cordas de nylon. Estas se ressecam com o tempo e, arrebentando-se, arrebentam com a paz no relacionamento!”. Esse deveria ser um preceito para todos os homens que querem conservar o sorriso da amada durante toda a vida conjugal. Desconfio que um bom varal seja o sonho de consumo de muitas prendadas damas e, se não suficiente, necessário para sustentar a harmonia entre casais que dele faz uso diariamente. Essa cordinha mágica une mais do que duas paredes. Une corações e ainda suporta algo bem mais do que as roupas molhadas; suporta, talvez, o peso do relacionamento. Resumindo, penso não haver casal completamente feliz sem um bom varal.   Eu, particularmente, não sou afeito apenas a varais. Considero igualmente ...

O AMIGO INDIGNADO

Por tempos não o via. Ao encontrá-lo, quis falar sobre tudo, conforme nosso velho costume: religião, família, música, o tempo etc. Uma conversa de sempre, amena, com os semblantes serenos.  Mas, desta vez, o assunto começou com ‘política’, e adeus serenidade! De cenho franzido, ele foi logo dizendo: “Não entendi, não pode ser. O que você vê na Dilma para defendê-la assim tão radicalmente?” Eu queria responder, mas ele não permitiu que o interrompesse. Quis continuar, completar seu arrazoado. “Aqui, eu não vejo jornal na Globo. Assisto ao jornal da Bandeirantes e lá há pessoas sérias, mas só apontam sujeiras. O que esse PT faz e o que essa Dilma tem feito...  Até onde vai esse trem, sô? Eu queria que você fosse sensato e não ficasse assim, defendendo essa gente.” “Mas, a mídia domina tudo!...” Tentei, mas fui interrompido e resignei-me a ouvir o amigo indignado. “E tem mais. Você, eu me lembro, sempre defendeu o MST, que só invade e destrói. O que esse pessoal fez de bom até agora? Nada...

SEM PALAVRAS

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  “Não tenho palavras para descrever um momento tão belo!”   A frase acima deu título a uma série de imagens das Bodas de Diamante de meus pais postadas por uma irmã em sua página do “feice”. Não, não há mesmo palavras que deem conta disso. Comemorar ‘sessenta anos de comunhão conjugal’ não é para muitos. Os obstáculos vão desde causas naturais, como falecimento, a sociais e culturais, que resultam em separações.   Capítulo à parte, a cerimônia religiosa foi conduzida por sete sacerdotes, dentre eles, três (!) são filhos do casal. A capela de S. José, o Patrono da Família, ficou lotada, com gente de várias partes do país; alguns percorreram mais de mil quilômetros, apenas para participar desse evento. Havia parentes próximos e distantes; e amigos, muitos amigos.    Fato raro, que também deve ser registrado, foi a reunião dos “Moura Lima”. Em trinta e cinco anos, desde o nascimento do caçula, esta foi apenas a terceira vez em que se fizeram presentes os treze: papai, mamãe, agora de bir...