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ESTÓRIAS SOBRE GUARDA-CHUVAS
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Entrado em anos, não me lembro de períodos tão longos de seca como acontece atualmente. Quase não chove mais. Antigamente chovia e chovia muito. Tanto é verdade, que naquele tempo quase ninguém saia de casa desprevenido. O guarda-chuva era peça quase obrigatória do vestuário masculino e a sombrinha embelezava as mulheres. Conheci um homem que nunca andava sem o seu guarda-chuva. Ele o encaixava no ombro (não sei como conseguia fazer aquilo) e assim caminhava pelas longas estradas empoeiradas ou barrentas do meu sertão. É... ninguém de “juízo perfeito” saía de manhã para voltar à tarde sem levar consigo o “morcegão”. Na minha casa havia um único guarda-chuva, que meu pai costumava deixar para nós, porque embaixo dele devia caber uns três moleques, ou mais. E ele se virava protegendo-se da chuva com um ‘saco de aniagem nas costas’ – uma peça conhecida por nós como “saco de mauá” ou “saco de linhagem”, que parece não existir mais. Certa vez meu pai comprou um guarda-chuva novinho e ...