RUPTURAS
Rupturas acontecem ao longo de uma existência: vida mais longa, mais rompimentos. A velha aritmética demonstra isso, e convence. Entre os muitos enlaces e desenlaces, há entrelaçamentos de frágeis estruturas que trincam, vergam e desmoronam ao sabor das mais amenas emoções. Tudo parece ir bem, sem esforço, mas sempre da ordem para o caos – conforme manda a ‘entropia’. Rupturas acontecem entre colegas, vizinhos e, acredite, ‘amigos’ de redes sociais. Aliás, essa forma de amizade parece tão sólida quanto uma paçoquinha. Eventualmente há nessas mídias alguma solidariedade, vale registrar. Todavia, a convivência cotidiana é o grande teste a que todos nos submetemos, e nele sucumbimos. Romper-se com amigos ou familiares é rotineiro e dolorido. Não há por que comemorar o fim de uma proximidade, mas, apesar desses tropeços, a Terra continua em seu bailado girando, girando. E a vida segue sua trajetória curva. Nós, rápido ou devagar, vamos passando a passeio. Uma fratura conjugal é a mai...