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Mostrando postagens de março, 2021

TURBULÊNCIAS NO PARAÍSO

Dia 20 de março fez um ano que tivemos de mudar às pressas para fora dos “muros da cidade”. A voraz pandemia, que apenas começava, obrigou-nos a essa aventura, que depois se revelou prazerosa. Morar em região montanhosa, cercado de vegetação, ar limpo e brisa noturna não é algo trivial. Aqui há dessas coisas, e há mais: tenho mangueiras que me dão frutos a seu tempo e sombra a todo tempo, e onde quero amarrar uma rede para as tardes preguiçosas.   E tenho bons vizinhos também, cada qual vivendo na quietude de seu canto. Uns criam galinhas, outros cães, outros nada. Não crio galinhas, mas tenho cães que ladram sem parar. Mas a ‘turbulência’ do título não é por conta das matilhas.   Tempos atrás tive que comparecer a uma DP como testemunha de acusação contra um sujeito que soltava rojões de madrugada por causa de um galo. O simpático garnisé não entendia que o vizinho protestava e continuava sua cantoria apesar dos estrondos. O “fogueteiro” não se deu por vencido e apelou: antes das seis...

TIZIU

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Vou falar do Tiziu, mas só no final da crônica. Se eu fosse você, pulava logo para o último parágrafo, porque no miolo desta só tem pedreira.   Eu estava feliz com o retorno à sala de aula. Havia poucos alunos, mas valia a pena devido ao interesse deles. No entanto, outra onda maligna da covid nos fez retornar ao trabalho remoto e, para que eu não ficasse tão improdutivo, quis seguir o exemplo de uma amiga que comprou uma lousa branca e dá aulas em casa, usando as mídias.   Fui à cidade, que estava quase deserta em razão do lockdown , e me dirigi a uma papelaria onde o atendimento se dava por uma janela. Havia umas três ou quatro pessoas à minha frente, mas eu não tinha pressa. Peguei meu jornal e comecei a ler, como sempre faço em ambientes com estranhos. Eu tenho dessas. Se não conheço ou não tenho afinidade, prefiro ler a forçar uma prosa.   Chegou, então, um sujeito falante, puxador de assunto, a quem cumprimentei sem muita vontade. Animado, ele começou com esta: “A que ponto chega...