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Mostrando postagens de fevereiro, 2024

HISTÓRIAS COM O FREIZINHO

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Hoje o Frei Gabriel está completando ‘cinquenta e um anos’. Há pouco tempo, por ocasião de um retiro do qual ele participava, familiares e amigos fomos convidados a escrever um pequeno depoimento sobre a vida desse amado frade. Não de forma explicitamente autorizada, mas consentida pelo Freizinho, aqui deixo registrado o meu modesto texto.     São muitas as histórias que poderiam ser contadas sobre o Frei Gabriel, algumas bastante pitorescas, mas farei apenas um breve relato de algo que me parece suficiente para descrevê-lo.   Certa vez o Frei passou uns dias de férias comigo, quando eu morava num pequeno cômodo nos fundos da casa de um tio, em Mauá.  Jovenzinho ainda, pouco mais do que um menino, o freizinho parecia homem-feito dentro daquela “batina”. Conversa vai, conversa vem, resolvemos dar uma volta na cidade e depois pegamos um trem com destino a São Paulo quando ele me disse: “Eu gosto de andar com você porque eu fico mais à vontade para usar este meu hábito. Não é sempre assim...

CIDO

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Eu precisava falar desse senhor aí da foto, porque ele é uma pessoa muito especial.   Estava eu com meus cães, fazendo a caminhada de rotina, quando vi uma movimentação numa rua acima da minha casa. Havia na calçada uma caçamba cheia de entulhos e, curioso, estiquei os olhos para dentro da garagem quando vi o Cido, que enchia latas de concreto enquanto seu filho manobrava a betoneira.   Ele não sabe que foi fotografado por mim; se soubesse, com certeza não iria gostar.  E, claro que ele também não sabe que estou escrevendo isto aqui. Se souber, talvez fique bravo, e o melhor mesmo é guardar segredo.   Trabalhei com o Cido por uns três anos. Foi ele quem fez a casa onde moro e fez também outra casa cuja construção acompanhei da fundação ao acabamento. Nesses anos de convivência quase diária, de planejamento e ajustes, nunca tive qualquer aborrecimento com o Cido. Claro que isso não diz muita coisa, porque eu posso tê-lo aborrecido. Vai saber...   Durante meses, anos até, eu temia começa...

O MISTERIOSO VISITANTE NOTURNO

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Em todas as manhãs eu encontrava algum vestígio da sua visita. Ora havia manga mordida e abandonada, ora era a semente de uma manga agora inteiramente devorada. Dia sim outro também, estava embaixo da mesa os sobejos do ‘visitante noturno’, que eu nunca soube quem era. Como a refeição desse ‘carinha’ era sempre ali, decidi facilitar-lhe a vida e passei a escolher as melhores frutas e deixá-las numa bandeja de isopor para seu conforto. E assim ele ficou satisfeito e eu também. Então, todas as tardes eu reabastecia o pratinho e mais à noite ele vinha para a ceia.   Como a safra da manga estava no fim e pouquíssimas frutas poderiam ainda ser apanhadas, eu já me preocupava com a ‘segurança alimentar’ daquela criatura. Então, decidi variar um pouco, pondo uma goiaba e uma manga. Mas, no dia seguinte, a manga havia sumido enquanto a goiaba permanecera intocada. A exigência desse meu ‘cliente’ fez aumentar a minha preocupação. Embora eu tivesse muitas mangas na geladeira, elas seriam insufici...