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Mostrando postagens de dezembro, 2022

RÉVEILLON

Estamos na virada do ano de 2022 para 2023. O momento – a que todos dão o “sofisticado” nome de ‘réveillon’ e lhe atribuem tamanha importância – para mim, e os três cães que estão aos meus pés, não faz o menor sentido. Nós quatro – Pituka, Tiziu, Tokinho e eu – achamos que esta é uma noite como todas as demais, com a diferença de que hoje haverá uma rajada de rojões perturbando a nossa paz e a de tantos – incluindo nessa conta os outros cães, gatos, passarinhos e pessoas com deficiência.   Agora, neste exato momento, os três estão dormindo tranquilamente. Daqui a pouco, lamentavelmente, eles serão atormentados com as explosões pirotécnicas sem nenhuma razão de acontecer. Uma insanidade.   O ano que termina foi marcante na minha vida. Nesse período, tive duas grandes e sofridas perdas; todavia, não posso negar que tive também algumas importantes conquistas. Aconteceram, contudo, rupturas tristemente necessárias; no entanto, laços importantes foram restaurados ou reforçados. De fato, o a...

FIM DE UM CICLO

Enfim, sem pesar, encerro meus dias como professor. Digo sem ‘pesar’ e sem ‘pesar’ – seja esse ‘pesar’ verbo ou substantivo. Explico.   Dia desses, na sala dos professores –  que não é bem uma sala, mas um palco, e essa parte vai sem explicação –, eu disse aos colegas que ali estavam: “Estou saindo sem pesar com ‘s’ e sem pesar com ‘z’. ‘Pesar’ no sentido de ‘medir’ os prós e os contras, e ‘ pezar’ no sentido de lamento ou tristeza”.   Mal acabara de dizer essas palavras, pude perceber que uns pares de olhos me fitavam aflitos. Sem entender o porquê, supus que fosse devido à homofonia das palavras que usei com pretensa criatividade, mas não. Bem depois pude perceber que toda aquela perplexidade foi causada por minha ignorância vocabular. Não existe PEZAR no vocabulário oficial da língua portuguesa. Existe, sim, PESAR, seja verbo ou substantivo e com significados bem distintos.   Essa não foi a única deslizada deste professor perante os pares. Ainda há pouco tempo, fazendo chacota do n...

PREDADORES NO WHATSAPP

Dias atrás, enquanto eu tentava escrever sobre o natalício de meu pai, uma mensagem no WhatsApp mudou meu foco. No canto inferior direito do computador, minha filha me perguntava se eu tinha um tempinho para atendê-la. Claro que eu tinha e mudei a tela para as mensagens do zap-zap , que brotavam céleres.   Há tempos, talvez um mês, eu soube que o celular de minha filha havia quebrado, embora ele continuasse sendo usado. Contudo, certo dia “ela” me mandou mensagem, dizendo que agora passaria a usar outro aparelho enquanto aquele seria consertado. A partir de então, ela se comunicaria comigo por outro número e achei razoável que isso pudesse acontecer, não me ocorrendo que o chip poderia ter sido transferido para o novo aparelho sem qualquer transtorno.   Bom, naquele dia interrompi a crônica sobre o papai e passei a trocar mensagens com “minha filha”, que precisava urgentemente pagar uma conta, mas com esse celular ela estava sem acesso à sua conta bancária. E disse mais: tão logo o apa...