TRISTE CENA, TRISTE SINA
A policial saca a arma e mata um bandido em frente à escola de sua filha. O momento era tenso, perigoso, havia muitas vidas em risco e parece que a agente cumpriu sua obrigação. No dia seguinte, o governador-candidato já estava faturando. Homenageou a policial com discurso e buquê de flores, e sentenciou garboso: “Quem ofender um policial corre risco de vida, pois a farda é a extensão da bandeira do estado!” O discurso do governador está bem ajustado ao presente, quando uma onda ufanista se avoluma, mas se encaixa no pretérito também. Descobriu-se recentemente que os governos militares autorizaram a execução de “inimigos políticos”, contrariando, pasmem, a orientação dos Estados Unidos. Na época houve, inclusive, um incidente diplomático entre os dois países devido à rebeldia do governo brasileiro, descumprindo o recomendado. Mas será que aquela policial agiu prudentemente? Soube-se depois, como era de se esperar, que o bandido não estava só. Ao menos um de seus comparsas já foi id...