ZÉ
Publicado originalmente no "blogdofilipemoura", em 12/01/13 Havia uma cerca de arame e uma tranqueira - uma espécie de porteira feita com arame farpado -, mas os fios estavam meio enroscados impossibilitando-me abri-la. Então, preferi abaixar-me e passar sob a cerca mesmo. Aproximei-me com vagar e notei que a casa estava fechada. Mesmo assim, continuei. A certa distância, chamei a dona da casa. Gritei uma, duas, na terceira vez fui interrompido por uma carinha observando-me de esguelha - ou de “meia-jota” como diz mamãe. Era o Zé. Ele me reconheceu e voltou exclamando: “É o menino do Zé Lopes, mãe! Mãe, mãe, é o filho do Zé Lopes!!!” Nisto, veio a mãe se esforçando para engolir uma última garfada de sua janta e tentando limpar, com a barra da manga do vestido, o feijão que lhe borrara a boca. “Chegou numa boa hora... Estamos jantando, vem comer também!...” Lá de dentro, o Zé se impacientava com a mãe: “Mãe, ó mãe, vem comer!...” A mãe replicou: “Espera aí, Zé. Eu estou co...