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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

MANA VÉIA

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Neste dia tão especial, preciso prestar uma singela homenagem à Maria Marta, minha irmã mais velha, que hoje completa... (posso falar, mana?) Não, não serei deselegante ao revelar sua idade, ainda que plena de simbolismo. Não farei isso com essa irmãzinha, que deve ter lá suas justas vaidades. Mas preciso dizer que foi pelas mãos dessa menina que entrei pela primeira vez numa sala de aula. Isso se deu lá no final dos anos sessenta, num grupo escolar com o pomposo nome de ‘Escolas Reunidas Galdino Leocádio’, no arraial de Córrego Preto. Eu ainda não tinha idade escolar, mas insisti tanto com o papai pra me pôr na escola, que ele acedeu. Lembro muito bem do dia em que ele me disse resoluto: “Vou ao Corpreto pra te matricular”. Com grande entusiasmo, comecei a realizar meu grande sonho, que era ir para a escola. Contudo, se não fosse essa irmã, eu teria problemas para continuar. Isso porque, morando na “roça”, éramos como “bicho do mato” e nosso contato com a “civilização”, quase inexist...

O JULGAMENTO DE "SUSANA"

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Sei que este blog está chato, mas chata mesmo tem sido a vida – ultimamente tão desditosa. E não adianta evitar o noticiário, porque notícia ruim tem velocidade de um raio e chega a todo lugar, até neste cantinho onde tento me refugiar. Ainda hoje fiquei sabendo que os presidentes da Câmara, o que saiu e o que entrou, tentaram levar um tal Safadão e outro que se chama Gusttavo (o ‘t’ dobrado desse e o sobrenome daquele dão conta da breguice de ambos) para cantar durante a transmissão de cargos. Gente... tá difícil a coisa, pelo menos pra mim. A crônica de hoje não é sobre a ‘Susana bíblica’, como sugere o título, nem sobre cantor brega, embora algo daquela Susana esteja aqui. Na foto acima há ‘dois velhos’ tão maus como os da Susana: um norte-americano e outro israelense. Como o assunto aqui é sobre velhos, a eles. Na infância, eu tinha medo de velhos e sempre corria deles. Tinha uma bisavó baixinha, encurvadinha, muito boazinha. Amedrontado, eu a observava sempre de longe. Depois, j...