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Mostrando postagens de dezembro, 2023

SIMEÃO

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Esse é o meu tio Simeão, mais conhecido por Soadão – um apelido pra lá de esquisito, eu sei, mas ele é gente boa pra caramba.   Então, hoje o tio Simeão faz 71 anos. Idade já bem avançada, mas ocultada pelo vigor físico e a alma sapeca de quem nos faz rir até mesmo de suas trombadas com a vida.   Certa vez, isso aconteceu há muitos e muitos anos, mamãe se hospedara na casa dos pais e já cansada de me sustentar em suas entranhas, resolveu me despachar para a vida. E quando ela me deu à luz, o meu tio Simeão estava todo pimpão, porque naquele dia ele completava nove aninhos. E a partir de então eu passei a ser uma espécie de afilhado desse tio. Tanto é que, sempre que podia, ele me dava presentes no nosso aniversário.   Interessante é que, se antes essa diferença de nove anos era uma enormidade, hoje ela nos é insignificante. Talvez essa pudesse ser a prova mais convincente da relatividade do tempo, que ficaria sempre parado enquanto nós vamos passando por ele.   Naquele tempo, por veze...

ZÉ ELIAS

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Esse aí é o José Elias, também conhecido por Zé Elias ou simplesmente Elias. No entanto, costumo chamá-lo de Zé, mesmo – uma maneira mais simpática de nomeá-lo.   Então, esse amigo está fazendo ‘sessenta anos’ hoje, neste 16 de dezembro. Mentira. Não sei a idade do Zé e esqueci o dia de seu aniversário. Sei que ele tem duas datas, mas não me lembro de nenhuma para comemorar. Por via das dúvidas, decidi que o meu amigo faz ‘sessenta anos hoje’. Tem que ser sessenta, porque que ele é uns dois anos mais novo do que eu.   Então, parabéns, Zé! Talvez você nem saiba que hoje é seu aniversário e menos ainda que está virando ‘sessentão’.   Conheci o Zé Elias há mais de quarenta anos, quando fazíamos o primeiro ano do antigo ‘segundo grau’ em Juiz de fora. O ano era 1981. Na ocasião, eu estava no exército, como soldado-recruta, e o meu amigo ainda era pouco mais do que um garoto. Naquela classe formamos um pequeno grupo de estudos com meia dúzia de colegas, dos quais tenho contato com apenas do...

A GALINHA GRÁVIDA

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Essa menina é muito linda, não é mesmo?... Pois é, dias atrás eu tive a alegria de cuidar dela e de suas colegas – uma dezena de “donzelas solteironas” e de ‘de bem com a vida’. ‘Solteiras’ não por opção ou convicção, mas por imposição. Naquele quintal não há ‘varão’ e elas se contentam apenas com o canto apaixonado de um ‘vizinho seresteiro’.   Ah, o galo... Preciso falar desse “rapaz” também. Fico impressionado com esse sujeito e acho que o raro leitor já deve ter observado como ele é carinhoso com suas amadas. ‘Suas’, porque ele exige uma boa turminha de “esposas”.  O carinho com que um galo trata seu harém é impressionante. Não é à toa que o verbo ‘galantear’ venha de ‘galante’, que se origina de ‘galo’. Então, se um homem quer ser galante de verdade, é preciso aprender com o “galã”.   À galinha que abre esta crônica darei o nome de Pretinha. As galinhas, além de anônimas, são minimalistas. Elas precisam apenas de um pouco de ração ou milho, algumas folhas como salada, água e só. ...